04 de jan de 2018 por Andréia Dias

Crítica: American Gods | Primeiras Impressões da Amazon Prime Vídeo

Uma excelente adaptação da obra de Neil Gaiman, com diálogos fortes, humor ácido e efeitos visuais incríveis!

Baseada no romance do autor Neil Gaiman, a série American Gods (Deuses Americanos) conta história de Shadow Moon (Ricky Whittle) que está cumprindo uma sentença de 3 anos na prisão. Porém, ele é libertado com antecedência por causa da morte de sua mulher Laura Moon (Emily Browning) num acidente de carro. No caminho para casa, indo para o enterro de sua esposa, Shadow conhece um sujeito um tanto excêntrico chamado Wednesday (Ian MacShane) o deus Odin, que quer contrata-lo a todo custo. Após muitas tentativas, Shadow aceita a proposta de emprego e a partir daí a história se desenrola, a guerra entre os deuses antigos e os novos deuses.

Com apenas 8 episódios, a série é contemporânea e muito bem construída, vemos tudo sobre o ponto de vista do Shadow, que a cada “deus” ou uma figura mitológica que aparece é misto de susto com temor até porque ele não imaginava que os deuses viviam entre os humanos. Um dos “novos” deuses é bem interessante é o Technical Boy, o deus da tecnologia, irritadinho e muito mimado, ele vive de “likes” e da devoção das pessoas pelas redes sociais, ele também manipula toda e qualquer tecnologia digital. O Mr. World é o líder dos novos deuses, ele é a Globalização, uma referência ao “WWW” da internet que significa World Wide Web, ele quer iniciar uma guerra com os deuses antigos.

Outros deuses são apresentados na série como: Media, a deusa da televisão e das mídias de massa e do entretenimento; Mr. Nancy (Anansi), o Homem Aranha em referência à uma lenda africana; Mr. Ibis, o deus do conhecimento; Czernbog, o deus do mal; Mr.Jacquel (Anubis), o deus egípcio da morte; Bilquis, a deusa do amor; Easter (Páscoa), a deusa da primavera.

A fotografia foi tecnicamente bem trabalhada, a série possui várias cenas incríveis que deixam o espectador de queixo caído com a riqueza de detalhes – recursos que geralmente são utilizados em cinema por ter um custo mais elevado – uma dessas cenas, é uma luta na chuva que tem efeitos especiais bem valorizados, elementos que dão um ritmo diferenciado ao combate.

No início de cada episódio tem uma crônica sobre alguns deuses ou sobre uma figura mitológica, as crônicas do Leprechaun (Mad Sweeney) e do The Jinn merecem o destaque.

Alguns personagens da série não são explorados a fundo, é o caso do amigo de cela do Shadow, o Low Key Lyesmith, é muito provável que ele seja o Loki, o deus da trapaça e da travessura. E a história do próprio Shadow que desenvolve alguns “sentidos” ao longo da trama.

Vale a pena assistir e se surpreender com American Gods e uma notícia para alegria geral da nação, a segunda temporada já foi confirmada \o/. Cotação: 4 estrelas

Primeiras impressões…

Quando a Amazon Prime Video chegou ao Brasil, confesso que não dei muita bola, porém em outubro de 2017 ela anunciou novos valores bem atrativos, o que me motivou a contratação do serviço. Assisti o primeiro episódio de American Gods duas vezes para analisar o conteúdo. Primeiro assisti em inglês com legenda em português e depois assisti dublado, como eu tinha visto o legendado antes então fiquei atenta ao contexto da tradução na dublagem, e não é que o negócio ficou bom, o estúdio Grupo Macias fez um excelente trabalho.

Por fim, a Amazon Prime Video veio para ficar e garantir seu espaço no serviço de streaming, com várias séries originais e eu já acrescentei a Maravilhosa Sra. Maisel e Goliath na minha lista. Além de séries originais,  o catálogo está recheado de filmes, desenhos e séries já consagradas pelo público como Dr. House, Two and a half Men e a fantástica Mr. Robot. Recomendo.

O serviço da Amazon Prime Video está disponível a um preço inicial de R$ 7,90 nos seis primeiros meses, passando para R$ 14,90. Após este período, caso o cliente deseje efetivar a assinatura após os 7 dias de degustação gratuita, é só acessar o www.PrimeVideo.com

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