31 de jan de 2018 por Andréia Dias

Crítica – A Forma da Água

 

A história de um amor impossível que transcende qualquer barreira.

A história se passa num mundo mágico e misterioso na América de 1963 em meio a corrida espacial durante a Guerra Fria. Elisa é uma faxineira muda que trabalha em um laboratório do governo onde uma criatura anfíbia está sendo mantida em cativeiro. Ela se apaixona pela criatura e elabora um plano para ajudá-lo a escapar.

A forma da água é uma história de um amor impossível que transcende qualquer barreira, um romance que o espectador vê acontecer de uma maneira delicada e muito bem elaborada. Elisa (Sally Hawkins) utiliza a linguagem de sinais para se comunicar, então muitas cenas dependem da emoção nos olhos da Sally, que faz uma atuação incrível, bem expressiva e muito afetuosa.

Por ter uma personagem muda, a película teve uma dedicação maior em desenvolver uma trilha sonora espetacular, com canções de musicais antigos como Annie, Quero Casar-me Contigo e Uma noite no Rio onde a música Chica Chica Boom Chic de Carmen Miranda é inserida no momento mais tenso e importante do filme e ao mesmo tempo irreverente, uma ótima sacada do diretor Guillermo del Toro. Mas também há momentos de silêncio que se encaixam perfeitamente durante a trama.

O destaque do longa vai para Octavia Spencer que interpreta Zelda, melhor amiga de Elisa, ela é o alívio cômico da história, mas sem ser caricata, uma atuação extraordinária e marcante.

O filme tem uma perspectiva fascinante sobre o amor, onde Elisa segue seus desejos e anseios sem amarras, sentindo-se livre pela primeira vez com a criatura. Verifique a classificação indicativa porque tem cenas sensuais – dentro do contexto da trama – que não são indicadas para menores.

Realmente o filme é lindo e mereceu as treze indicações ao Oscar, mais uma vez Guillermo traz uma história arrebatadora. Vale muito a pena assistir mais esta fábula e se emocionar com um final encantador que não dá vontade de sair da cadeira. Cotação: ★★★★★

 

Deixe seu comentário

Este artigo não possui comentários