30 de ago de 2017 por Andréia Dias

Crítica – Como nossos Pais

 

O filme aborda as relações familiares da protagonista Rosa (Maria Ribeiro) que é uma mulher que quer ser perfeita em todas as suas obrigações como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna, uma supermulher sem falhas e nem vontades próprias. Rosa vê-se submergindo em culpa e fracassos, até que em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.

O marido de Rosa, Dado (Paulo Vilhena) é um ativista ecológico incompreendido e um pai ausente,  o personagem foi bem elaborado e o ator desenvolveu o papel de forma linear, sem grandes momentos. Já a Clarisse, personagem de (Clarisse Mattos Abujamra) que interpreta a mãe de Rosa, tem uma atuação bem intensa e verdadeira, assim como a atriz Maria Ribeiro, que teve uma atuação bem sólida e magnífica, com uma naturalidade sem igual.

Por vários momentos a naturalidade dos atores em cena é tão perceptível que nas reuniões de família parece que não tem roteiro e o diretor apenas ligou a câmera e deixou os atores improvisar a cena e isso ficou maravilhoso, mostrando uma conversa fluindo naturalmente e sem cortes.

O longa tem cenas bem elaboradas, a fotografia ficou fantástica e é nítido o cuidado que a produção teve com cada plano, cada corte de cena foi bem executado e a sensação que esse filme passa é a que estamos olhando tudo pela janela da casa deles de tão íntimos que ficamos dos personagens.

O filme aborda também assuntos como poligamia, amores livres, traição e todas essas questões são coerentes na história e se sustentam perfeitamente num roteiro repleto de emoções fortes e surpreendentes. Vale a pena conferir esse drama e refletir sobre os relacionamentos familiares.

 

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