24 de ago de 2017 por Andréia Dias

Crítica – Doidas e Santas

       Beatriz (Maria Paula) é uma psicanalista em crise e se vê em meio a uma crise pessoal. Ela não está satisfeita com o trabalho, tem problemas de relacionamento com a filha adolescente (Luana Maia), a mãe um tanto doidinha, a irmã ausente Berenice (Georgiana Góes) e um marido (Marcelo Faria) que não a faz feliz.

Decidida a mudar sua vida, Beatriz decide se separar do marido e dá novos rumos à sua vida com a ajuda da amiga Valéria (Flavia Alessandra) que tenta ajudar a amiga a sair do meio desse turbilhão. Ela é o contraponto da Beatriz, tem uma vida perfeita com o seu marido, o romântico incurável Alex interpretado pelo ator (Thiago Fragoso), mais queria ter crises e discutir a relação com o seu marido, como todo casal normal.

Inspirado no livro de Martha Medeiros, o filme é uma comédia dramática e não se engane porque o filme é bem diferente da peça, que por vários anos fez sucesso em cartaz no teatro de todo o país com a atriz Cissa Guimarães. O longa por vários momentos faz com que as mulheres se identifiquem com a Beatriz e com as suas crises, após uma série de acontecimentos, ela se dá conta que precisa prestar atenção nas coisas importantes da vida como a família e em si mesma, o filme traz à tona um assunto bem atual como o empoderamento feminino.

A atriz Georgiana Góes está hilária como uma ativista do Greenpeace, sua atuação está excelente e não ficou exagerada, assim como a Dona Elda (Nicette Bruno) que faz uma senhorinha bem animada e divertida. A atuação de Marcelo Faria é morna, não convenceu como pai de família e nem como marido ausente, talvez o texto não o tenha favorecido.

O filme não é um clichê, a volta por cima de Beatriz é bem interessante e inspiradora, bem realista e dentro do contexto da história e o final é surpreendente.

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