25 de ago de 2017 por Andréia Dias

Crítica – O Castelo de Vidro

Baseado best-seller O Castelo de Vidro da jornalista Jeannette Walls, a trama retrata a sua própria infância precária. Ela e os irmãos foram criados por seus pais de uma maneira peculiar, seu pai era bastante sonhador e excêntrico, tinha uma maneira de viver a vida sem apegos materiais, sem emprego e sem um lar fixo. Consequência disso tudo, era uma vida nômade, eles constantemente viviam com dívidas, por diversas vezes foram despejados de suas casas, se mudavam constantemente e até passaram fome.

O filme mostra a relação de Jeannette (Brie Larson) com seu pai Rex (Woody Harrelson), onde ela passou uma infância com muitas privações, negligência, abusos e excessos de violência. Já adulta, ela se torna uma jornalista determinada e bem sucedida, após uma série de acontecimentos ela precisa tomar uma difícil decisão de aceitar seu pai de volta em sua vida.

O longa é um drama, mas está longe de ser um filme triste e arrastado, Jeannette também narra suas memórias divertidas e lembra desses momentos de aventura da família com muito carinho e contemplação.

As transições de passagem de tempo são bem interessantes e cada cena foi bem decupada e com uma fotografia extraordinária que parece uma obra de arte.

Todas as atuações estão incríveis, cada personagem se entrega de forma admirável, e é nítido que todos tiveram uma preparação e um cuidado na interpretação, Brie Larson está maravilhosa e o Woody Harrelson surpreendeu com tamanho apelo dramático e provavelmente é a melhor atuação de sua carreira.

O filme tem uma perspectiva fascinante, com uma história de redenção, amor incondicional e reflexão, então vá preparado para o cinema por que são altas doses de oscilação de humor, uma mistura de sentimentos e mais uma vez, fique sentado durante os créditos porque vale muito a pena conferir essas cenas finais.

 

 

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