27 de dez de 2017 por Andréia Dias

Crítica – O Rei do Show

Uma fantástica e emocionante história sobre sonhos, aceitação e esperança. Um grande espetáculo musical sobre a humanidade e suas diferentes formas.

Vindo de uma origem humilde, P.T. Barnaum (Hugh Jackman), é um showman empreendedor que tem a esperança de ficar famoso, mas ele possui uma tendência natural de enganar seu público, entre suas criações estão um museu de curiosidades e um circo, onde eram apresentados freaks, fraudes e pessoas rejeitadas de todos os tipos.

Como o título já mostra, o filme é um imenso show do início ao fim, com uma produção cinematográfica impecável e um elenco carismático, número de abertura leva o espectador a uma total imersão a trama, a canção produz uma atmosfera circense e empolgante que dá uma vontade de cantar junto. Todas as canções foram produzidas por Benj Pasek e Justin Paul, uma dupla já consagrada com o Oscar de Melhor Canção Original por La La Land. A canção de destaque vai para “This is Me”, que é simplesmente um hino pra vida.

A chegada da cantora Jenny Lind (Rebecca Ferguson) na história, deixou o terceiro ato do filme mais emocionante, um “flerte” entre Jenny e Barnaum cria um confronto com a esposa de Barnaum, a Charity interpretada por Michelle Williams, a atuação dela foi bem linear e com pouco desenvolvimento, no momento onde ela poderia brilhar ao descobrir o “caso” do seu marido com a Jenny, ela foi mediana e quando foi perdoa-lo foi pior ainda, a cena não foi bem construída e o pedido foi muito rápido, quem perdoa uma derrapada do marido em um minuto de conversa??

A atuação de Hugh Jackman está incrivelmente extraordinária e o Zac Efron também não ficou atrás, essa dupla funcionou bastante em cena e o resultado foi fantástico. A história secundária do amor impossível entre Anna (Zendaya) e Phillip (Zac Efron) ficou bem interessante, a química entre o casal é bem nítida na canção “Rewrite the Stars”, que tem cenas lindas e com direito a acrobacias fabulosas.

O musical tem um desfecho lindo, personagens cativantes e divertidos, mas o destaque vai para a Mulher Barbada interpretada pela (Keala Settle), o núcleo de cena dela mostra um tema bem atual que é a discriminação, aceitação e intolerância, uma ótima mensagem para os dias de hoje, para as pessoas se tornarem mais sensíveis e se pôr no lugar do outro. Vale a pena curtir, se emocionar e cantar com essa história.

 

 

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