14 de fev de 2018 por Andréia Dias

Crítica – Pantera Negra

 

Além das cenas de ação, o filme tem uma excelente história e um visual extraordinário.

Um dos filmes mais aguardados do ano, Pantera Negra se passa logo após os acontecimentos de Capitão América – Guerra Civil e acompanha T’Challa que, após a morte de seu pai, o Rei de Wakanda, volta para isolada e tecnologicamente avançada nação africana para a sucessão ao trono e para ocupar o seu lugar de direito como rei.

O grande diferencial desse filme para os demais filmes da Marvel é a carga emocional, o quanto ele emociona referente aos laços familiares e essa profundidade de sentimentos deixa os nossos heróis mais humanizados. A atuação de Chadwick Boseman como T’Challa, o Pantera Negra é espetacular, sensível nas cenas de comoção e um verdadeiro guerreiro nas cenas de ação, principalmente na luta decisiva pela disputa do trono, podemos observar a concentração e a dedicação Chadwick para o personagem.

Ao contar a história do Rei de Wakanda o diretor Ryan Coogler foi fiel aos quadrinhos, mostrando a origem do reino altamente futurista e eficiente, com uma riqueza de detalhes, inclusive um dos melhores figurinos já visto no universo Marvel, as roupas comuns e os trajes de batalha são um espetáculo visual a parte.

As cenas de confronto são de altíssima qualidade, foram explorados ângulos diferenciados da câmera que fizeram toda a diferença no todo, uma cena em especial no cassino, a luta foi filmada inteira no plano sequência – registro da ação de uma sequência inteira, sem cortes – e o resultado foi incrível.

Os destaques do longa são as mulheres, o quão empoderadas estão as personagens Nakia (Lupita Nyong’o), Okoye (Danai Gurira) e Shuri (Letitia Wright) todas desempenharam um papel importante na trama e foi maravilhoso assistir esse Girl Power em ação. Mas também temos os destaques masculinos, Andy Serkis – que dispensa apresentações – interpreta o Garra Sônica e Martin Freeman que interpreta Everett Ross – que faz a conexão com Vingadores – Freeman é o alívio cômico e sem dúvidas deixou o filme mais leve.

Além das cenas das intensas de tirar o folego, a película tem uma excelente história e um visual extraordinário. Vale a pena se divertir e conhecer a origem do Rei T’Challa, e como é de praxe nos filmes da Marvel, tem duas cenas pós-créditos para se conectar com as próximas produções. Cotação: ★★★★ (Ótimo)

 

 

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