08 de ago de 2017 por Andréia Dias

Crítica – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

O filme é a adaptação da HQ de ficção científica francesa chamada Valerian: O Agente Espaço-Temporal de 1967. Na história, Valerian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço do século 28 que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado. Eles lutam em defesa da Terra e seus planetas aliados que sucessivamente são atacados por bandidos intergaláticos.

O filme tem um excelente primeiro ato, apresentando a dupla de protagonistas e os personagens importantes da trama em meio as cenas de CGI (Efeitos de Computação Gráfica) que deixa qualquer telespectador de queixo caído com as imagens do espaço e das diferentes raças de alienígenas.

Após essa incrível apresentação, o longa entra numa derrocada sem fim. A trama principal fica perdida em meio as histórias inseridas no filme sem motivo algum e sem acrescentar em nada a história principal. Os dois protagonistas são bons, mas juntos eles não têm química e o romance ficou forçado – isso é bem nítido na trama – mas como dupla de combate nas cenas de ação até que funcionou muito bem.

O personagem do Ethan Hawke foi muito mal aproveitado, e é uma pena, assim como o personagem Bubble (Rihanna) que foi o alívio cômico da história, ela é praticamente a mistura de dois personagens de outro filme do Luc Besson a Ruby Rhod (Chris Tucker) e da Maïwenn (Diva Plavalaguna) em O Quinto Elemento. A apresentação inicial da Bubble é sensacional mais num contexto sem muito sentido para o filme e com uma relação de amizade com o Valerian que não é apresentada ao público.

As cenas do planeta Alpha são incríveis, mas em uma cena específica onde aparece os habitantes desse planeta, era uma cópia bem óbvia do filme Avatar, faltou um pouco de bom senso da equipe de fotografia do filme.

O final do longa é bem óbvio, ou seja, é assistir sem pretensões de ser um grande filme e leve bastante pipoca pois são 2h17 minutos bem cansativos.

 

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