26 de jul de 2017 por Andréia Dias

Crítica – DUNKIRK

Constantemente Christopher Nolan deixa a sua marca de sucesso no cinema e com Dunkirk não será diferente. Em seu primeiro filme de guerra, ele sabe como ninguém trabalhar elementos da ética humana em toda sua especificidade, levando o público a uma total imersão dentro da história que está sendo abordada. O filme começa com centenas de milhares de soldados ingleses encurralados na praia e com o mar em suas costas, eles enfrentam uma situação impossível à medida que o inimigo se aproxima.

Baseados em fatos históricos, o longa tem várias camadas e narrativas fora do padrão que não seguem uma ordem cronológica, marca registrada de Nolan, do mesmo modo que ocorreu em Interestelar e A Origem. Ele trabalha essa particularidade de forma magnífica durante o decorrer do filme, mostrando os conflitos da guerra do ponto de vista aéreo, da infantaria terrestre e da marinha.

A escolha de atores iniciantes para o papel principal foi uma escolha arriscada e ousada para um filme com essa dimensão, o ator Fionn Whitehead como Tommy teve uma atuação bem expressiva e positiva. Entretanto o músico Harry Styles teve um desempenho singular, basicamente precisa trabalhar melhor suas expressões, mas nada que atrapalhe o decorrer da trama, com mais experiência nas telas ele melhora.

A qualidade de imagem do longa é surpreendente, Nolan acertou em cheio na escolha do formato combinando as tecnologias IMAX e filme 65mm para alcançar a máxima qualidade de imagem. As sequencias de batalha em alto mar teve uma grande magnitude, o diretor decidiu usar destroieres navais de verdade ao invés de CGI, trazendo uma fotografia excelente para o longa. A qualidade de som combinada com essa tecnologia transmite a sensação de que os tiros estão sendo disparados do seu lado e a trilha sonora reflete toda tensão do confronto.

Definitivamente, Dunkirk é um forte candidato ao Oscar de 2018 visto como ele expõe os fatos com competência e com uma narrativa original captando toda a essência do resgate dramático dos soldados e com um desfecho reflexivo que o púbico vai gostar bastante.

 

 

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